sábado, 5 de dezembro de 2020

NÁUFRAGO

Venho e me coloco vestido de argumentos / Tu, despida, faz-me o contraponto no espanto / dos acalantos que de há muito se afastaram / até dos pensamentos; se de nada sei, desconto / no pranto que te banha, as pequenas gotículas / que se multiplicam em cachoeiras de lágrimas / distribuindo forças ao gaguejar das vírgulas. / Diante disso a lógica se desfaz em reticências / nas essências de corpóreas e imateriais curvas / e o sol brilha diante do insuspeitável etéreo / trazendo mais que luz aos meus olhos com raios / rasgando o entardecer dos meus mistérios / como se fossem refúgio ao meu final naufrágio.

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